A Maternidade Não Pode Ser Um fardo

Quando se tem um bebê você passa a compreender todas as vezes que suas amigas falavam que a vida estava muito corrida e que mal pegavam no telefone para responder alguma mensagem.  Eu achava que isso era meio impossível de acontecer, mas não, não é mentira.

A verdade é que quando se tem um bebê em casa a vida da mãe tem que dar sequência. Só que para este estágio chegar é preciso que a mãe entenda que demanda tempo para ela se encontrar na vida novamente. Sim, nós ficamos perdidas. Vivemos uma espécie de luto do nosso antigo EU.

Aquela mulher que não tinha hora para acordar, que saia a hora que fosse, que comia quando lhe desse na telha, que tomava banho por horas, deixa de existir e passa a dar lugar para uma nova pessoa: a mulher mãe!
Eu por exemplo, por diversas vezes questionava amigas mães sobre como elas conseguiam fazer as coisas em casa, passear, acordar de madrugada, não se esquecer de escovar os dentes, lavar cabelo, dentre outras coisas e ainda sim, cuidar do bebê! As respostas sempre eram: CALMA! FAÇA QUANDO DER! VAI PASSAR! VOCÊ VAI SE ENCONTRAR. SOFRA MENOS!

E agora, seis meses após o nascimento da minha bebê, vejo que faz todo sentido. Pouco a pouco vou me encontrando. E afirmo que ainda falta muito pra chegar lá.  Daí você me pergunta: - Aline, como você tem feito para não deixar que a maternidade roube você de você mesma?

Simples! Levo Bella para tudo o que pretendo fazer desde que não haja sofrimento para ela. Vou citar dois exemplos no âmbito profissional:

No último sábado participei de um curso de Marketing 4.0, no Espaço Imagem Viva, ministrado pela jornalista Deborah Ribeiro. A palestra durou cerca de 2h. E lá estávamos eu e Bella.

Foto Imagem Viva
2° Duas vezes na semana eu vou a Academia New Gym Brasil Mangabeiras, treinar com o personal Wagner Albergaria. Eu preciso ir principalmente por questão de saúde. Bella começou a introdução alimentar agora. E ainda mama no peito. Então o que eu faço? Levo minha mãe comigo para ficar com ela durante os 60 minutos de treino. E se ela chora minha mãe me chama.
Arquivo pessoal
É claro que para todos os casos, levo a bolsa com os pertences dela, como se fosse um passeio. Troco ela, amamento, se precisar tiro a roupinha dela pra ela se sentir confortável, faço dormir... não a deixo sofrer. Existe um ditado que diz: para quem quer bater não falta pau.

Agora, eu respeito também os horários dela.  Evito sair à noite por causa do horário dela dormir. E se o faço, evito lugares agitados.  

A verdade é que existem mulheres que por necessidade, aos quatro meses de vida são obrigadas a deixarem seus filhos com estranhos para trabalhar. Acho que por tudo o que passamos merecíamos pelo menos um ano de licença REMUNERADA, claro. Mas já que ainda não é possível, fazemos o que está em nosso alcance.

Então, fica aí a minha dica, mulherada. Busque inserir seus bebês na rotina de vocês sempre respeitando os limites deles. Vai chegar o tempo em que eles irão para escolinha, ficarão com avós com mais facilidade e até mesmo com babás (para quem tem condição pra pagar). 

 Por instinto, temos a tendência de nos anular por causa da maternidade. E isso é ruim. O certo é: nasce uma mãe, nasce uma nova mulher. E não o contrário.  A maternidade vem para agregar, sempre! Mãe feliz, filhos mais felizes ainda.


Grande beijo!

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