Se tem uma coisa que eu já estou vivendo após a maternidade, é com a opinião dos outros quanto a minha forma de maternar. Sim, por que quando nasce um bebê, nasce uma mãe e com ela claro uma gama de pitaqueiros (pessoas que são experts em dar pitaco na vida dos outros).

Antes mesmo de a Bella nascer, eu escutava coisas do tipo: - Não vai ser daquelas mães que tem que passar álcool nas mãos não, viu? ; - Você tem cara que vai ser daquelas mães bem frescas! E assim que ela nasceu e até os dias de hoje escuto:


- Você não acha que carrega esta menina demais?
- Se eu fosse você deixaria a Bella no berço acordada para ela se acostumar;
- Eu acho que essa massagem na barriguinha está machucando ela;
- Ah! Não aspira o narizinho dela não, por que deve doer demais;
- Com três meses o meu filho já bebia água. Você não vai dar?
- Ela está querendo peito... (detalhe: ouvi essa frase de alguém que NUNCA amamentou... ou seja: um homem);
- Dá um pouco da sua comida para ela que ela está olhando... Cuidado, ela vai aguar!
- Você dá banho com água do chuveiro? Eu dava com água filtrada.
- Deixe chorar se ela não estiver com dor, frio e fome...

Enfim, são tantas as coisas que já ouvi em apenas quatro meses de maternidade ativa que se eu for contabilizar publicaria um livro. As pessoas precisam entender que cada mãe é única. E ela temo direito de escolher a forma com que ela cria seu filho, sendo irresponsável ou não a seu ver.

Uma vez eu estava nas Lojas Redes em um shopping de Contagem. Era Black Friday e a loja estava bem cheia. Coloquei a Bella no sling e fui certa que ela estava protegida da multidão, além de confortável caso quisesse dormir. Já na fila preferencial, eu e minha mãe presenciamos três cenas com bebês que nos deixaram de cabelo em pé:

1º: Com tanto barulho uma mãe carregava na fila uma bebê que não tinha 30 dias de nascimento toda empacotada naquele calor do  deserto;

2º Uma adolescente estava no zapzap com alguém enquanto o bebê de aproximadamente um ano, que eu achava ser filho dela, estava dormindo com a mamadeira na mão e  a mesma quase caindo no chão, além da meia estar apertadinha na canelinha dele, e ela NEM AÍ;

3º Um pai, após a filha de aproximadamente oito meses mamar no peito começou a balançar a meninas para todos os lados da atmosfera e a mãe rindo como se não houvesse amanhã. Gente ela havia ACABADO DE MAMAR.

Para os três casos eu quase enfartei, mas não poderia dizer nada. Afinal, a minha filha neste momento já estava dormindo no meu colo. A língua coçou? Muito! Mas é o ponto de vista deles que eu deveria respeitar. Que é diferente de aceitar.

Essa semana a ex-bbb Mayra Cardi, postou um vídeo com a filha  ( com um pouco mais de um mês de nascida), no colo com  o pescoço totalmente caído para trás e a modelo preocupando-se em fazer vídeos para o Instagram. Eu tenho gastura de ver esse vídeo, mas se você quiser ver a foto, está a seguir. A web não perdoou.

Imagem Da Internet
Gente! É de ficar apavorado. Mas ela é a mãe! Só me cabe aceitar e fingir demência. Mesmo não gostando.
O que quero dizer é que NENHUMA mãe gosta de gente inconveniente. E se você se sente no direito de questionar, esteja preparada (o) para a má resposta caso a sua abordagem seja inoportuna.

Arquivo Pessoal
E caso você mamãe ou papai tenha passado por algo semelhante, deixe aqui o seu comentário. Vamos trocar experiências.

Grande beijo!

 E não se esqueça de se inscrever no Canal  EuExPlusSize,  no Instagram @euexplussize e no Face EuExPlusSize .





Gente, apesar das dores emocionais que passei no pós-parto, a maternidade de fato tem sido o melhor sonho que Deus me proporcionou realizar. Não é céu de brigadeiro a todo o momento, principalmente por que a partir da hora que seu bebê nasce, tudo o que você vai fazer tem que ser baseado também no bem estar dele. Mas confesso que além de ser muito gratificante é uma lição diária de amor e doação ao próximo. Vale a pena.

No último sábado vivi uma das experiências que muito desejava quando tivesse filho: fui ao Shopping DiamondMall apresentar o Papai Noel para minha filha.  E eu por ser uma pessoa muito fantasiosa, confesso que criei uma expectativa para este momento que, por conta da sua pouca idade, poderia ser frustrada.  Afinal de contas, ela poderia chorar. E qual a minha surpresa? Bella simplesmente AMOU o bom velhinho. E se você tem 4 (quatro) minutinhos do seu tempo clique aqui e assista esse encontro.


Arquivo pessoal

Arquivo Pessoal
Conversada como ela só, não sei a quem essa menina puxou (kkkk...), mas pensa em uma criança conversada! Agora multiplique por uma porção de alegria. Essa foi a minha filha neste encontro mágico. E sem querer ser demagoga, eu sempre achei que toda criança deve sim viver o lado lúdico da vida.

Tem que acreditar no Papai Noel, coelhinho da páscoa, celebrar o dia das crianças, ir ao parque, cinema, teatro, circo e também ouvir Plunct Plact Zum, da Turma Do Balão Mágico (sim, sou geração anos 80 e minha filha vai ouvir essa música e eu vou chorar horrores quando ela cantá-la).  Resumindo elas devem aproveitar o tempo de suas inocências por que a vida passa rápido demais.

Então se você tem uma criança em casa permita que ela viva o lado lúdico da vida. E tem coisas que não precisam de dinheiro para agradá-las. Vamos ser criativos. Eu estou começando agora nesta estrada, mas de uma coisa eu tenho certeza: eu quero oferecer à minha filha, memórias afetivas. O máximo que eu puder. E te aconselho a fazer o mesmo. 

Abaixo segue alguns endereços nos shoppings de BH e região em que o Papai Noel vai estar para tirar fotos.

Shopping Del Rey

***Fotos gratuitas com equipamento próprio do consumidor (celular ou câmera) ***

Foto profissional. R$ 25 só a foto; R$ 35 foto com moldura; R$ 45 foto com moldura especial.
Segunda a sexta-feira: 12h às 20h (até 30/11. A partir de 01/12 será de 10h às 22h).
Sábado: 10h às 22h
Domingo: 12h às 20h

BH Shopping

Foto 15 x 21: R$ 40,00 (somente a foto)
Foto com porta-retratos simples: R$ 50,00
Foto com porta-retratos especial: R$ 55,00
Fotocópia: R$ 20,00

Shopping Contagem

Seg a sab: 14h às 22h
Domingos 14h às 20h
R$ 35 (foto + porta-retratos)

Shopping DiamondMall

Segunda a sábado, das 10h às 22h, domingos e feriados, das 14h às 20h.
Foto: R$ 40,00. Foto + porta-retratos comum: R$ 50,00
Foto + porta-retratos especial: R$ 55,00. Foto cópia: R$20

Shopping Estação BH

R$ 40 a foto
Segunda a sábado: 10h às 22h | Domingo: 12h às 20h)

Pátio Savassi

Horário: 10h ás 22h
Domingos e Feriados: 14h ás 20h
Foto: R$ 40,00, Cópia: R$ 20,00
Foto com porta retrato simples: R$ 50,00, com porta retrato especial: R$ 55,00

Via Shopping Barreiro

Foto com porta retrato simples por R$35, ou duas fotos sem porta-retratos por R$40.

Segunda a sexta-feira, das 14h às 22h; sábado, das 10h às 22h e domingo, das

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Tarde de terça-feira e você aí tentando, sim, eu disse tentando se livrar do vício do pão e alguns industrializados que quebram o nosso galho no lanche da tarde. Para te ajudar vou compartilhar uma receita saborosa, prática e rápida  que aprendi. Estou falando do pão fit de aveia.

 E te garanto que essa receita vai ser a mais rápida que você vai ver nos próximos três minutos. Sim, por que este é o tempo que você vai demorar para fazer. Você vai precisar de:
Ingredientes: 1 ovo; 1 pitada de sal; 2 col. De sopa de água; orégano a gosto; 1 col. De sopa de aveia e 1 col.de café de fermento em pó.

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Modo de preparo: Misture todos os ingredientes e coloque no microondas por 2 (dois)minutos. Em seguida unte uma frigideira ou sanduicheira com manteiga para dourar. Coloque o recheio de sua preferência. Eu coloquei ovo, mas você pode usar requeijão, frango ou queijo, por exemplo.

E se ainda assim houver dúvida no modo de preparo, basta CLICAR AQUI, que fiz um vídeo te ensinando tudinho.

E aí? Gostaram? Se sim, se inscrevam no Canal Euexplussize e ativem o sininho para receber as notificações dos novos vídeos.

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Grande beijo!


Se tem uma coisa que irrita todas as mulheres que estão acima do peso é às lojas NÃO SE IMPORTAREM com as roupas para este público. E olha que eu estou falando das que se propõem a “investir” nestas pessoas.

Acontece que a impressão que passa é que existe certo proveito na seguinte matemática: se sua numeração é maior você TEM que pagar infinitamente mais caro, e aceitar aquilo que temos a oferecer... se quiser!

Mas uma coisa eu tenho a dizer: às vezes não é o ser caro o problema, mas a falta de carinho na escolha das peças a serem vendidas. Posso afirmar que isso é um dos fatores que fazem com que algumas mulheres (em sua maioria) tenham autoestima baixa não só por estarem acima do peso, mas com a falta de empatia pela mulher Plus Size. Afinal, já não basta ter que lutar contra a balança, é necessário ter que engolir goela adentro looks que não valorizam em nada suas curvas.

Talvez vocês possam dizer: como eu estou falando disso uma vez que eu quero ser uma ex-plussize? Eu te respondo: até conquistar o meu peso ideal eu ainda vou navegar e muito nesse universo da moda. E não quero ter que vestir “lençol” só porque ainda estou acima do peso.

Por conta disso, a partir de hoje eu vou postar alguns looks a fim de te inspirar a investir em você que gosta de ser gordinha, ou você gordinha que quer emagrecer, mas enquanto não chega ao peso ideal quer se vestir bem e se sentir valorizada.  







Encontrei ali no bairro Alípio De Melo, a loja Mellicotá, que trabalha com  looks a partir do número 36 até o 54,  valorizando as curvas da mulher sem  permitir que você se sinta diminuída. E pode ter certeza, os preços cabem no nosso bolso. E o melhor? A loja TAMBÉM entrega em  todo Brasil.  Vale a pena vocês conferirem.

End: Rua dos Geólogos 694 Bairro Alípio de Melo
WhatsApp: (31)99244-9940 

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Alguma vez você já ouviu dizer que aquela quarentena mais conhecida como resguardo também é conhecida como puerpério? Esse nome esquisito nada mais é que o período em que a mulher passa desde o parto até o retorno total dos seus órgãos internos à condição anterior a gravidez.

Eu vou falar uma coisa para vocês... o puerpério dói... e muitas vezes a dor não é física a dor e na alma. Não são todas as mulheres que sofrem no puerpério, mas as que são “sorteadas” sabem a dor que é. Eu posso falar por mim, que tanto sonhei em ter um bebê, consegui uma médica espetacular, humana, carinhosa, tive um parto extremamente tranquilo, uma recuperação além das expectativas até mesmo das enfermeiras, vi tudo isso escorrer pelo ralo assim que saí do hospital.
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Sim, tudo é muito lindo até o momento em que você recebe a alta hospitalar.  A sensação que dá é que saindo do hospital a gente volta a nossa realidade. Assim que cheguei à minha casa sentei na poltrona de amamentação e fui alimentá-la. A noite chegou e eu não queria dormir, afinal de contas tinha medo de não acordar caso ela chorasse mesmo ela dormindo no meu quarto (porque eu não tive coragem de deixa-la no quartinho dela). Minha mãe me dizia que com certeza eu acordaria por que era o meu instinto materno. Mas o que é instinto materno quando nunca se viveu essa experiência?

A noite passou, o dia amanheceu e lá estava eu compenetrada na minha filha. Naquela mesma semana eu percebi que algo diferente estava acontecendo comigo. Uma felicidade por que minha filha estava comigo, mas ao mesmo tempo uma tristeza que eu não sabia explicar o porquê eu só queria chorar... chorar e chorar.
Uma vez cheguei a ficar 24 horas no meu quarto com a minha filha. Só levantei para fazer minhas necessidades fisiológicas e cuidar da higiene pessoal. A verdade é que eu não queria sair de perto da minha bebê e em contrapartida não queria que ninguém a carregasse. Somente um grupo seleto de pessoas. Ao mesmo tempo em que eu achava que eu estava bem eu me sentia presa dentro de mim.  Uma frase muito comum no mundo da maternidade que acabou se tornando um mantra é: “vai passar...”.

Lembro que um dia eu chorei tanto que meu marido perguntou o porquê que estava chorando e eu só sabia dizer que não sabia explicar.  Hoje eu entendo que são hormônios. Me recordo também que eu chegava à janela do meu quarto e olhava para rua. Parecia que era outro lugar.

A impressão que eu tinha é que me jogaram em outro país com uma bebê e uma carta com os seguintes dizeres: “cuide para sempre”. A ficha da ciência do tamanho da sua responsabilidade só cai quando você já está em casa. Por mais que você saiba que um bebê depende muito da mãe. É claro que estou falando da experiência da 1ª gestação, pois tenho amigas que falaram que com o segundo filho a gente leva com mais leveza.

Não bastasse a dor emocional Bella começou a ter cólicas com menos de 15 dias de nascida. Tão frágil minha bebê... e ao questionar algumas mães sobre esta fase o que eu mais escutava era eu deveria ter paciência por que só passaria depois dos três meses.  Na minha cabeça eu sofria por que teoricamente eu teria que esperar mais dois meses e 15 dias para ver minha filha bem. E se não bastassem essas dores, meu peito passou a dar choque toda vez que ela mamava.  Cheguei a parar no hospital por que eu estava sozinha em casa com ela a noite (Alisson trabalhando), e eu comecei a ter choque na mama direita. Enquanto ela chorava no carrinho eu chorava por não ter forças para carregá- lá.

 E para variar como toda mãe me senti culpada por não conseguir carregar a minha filha quando ela chorou. Essas dores não foram por conta de fissuras no bico do seio. Fiz um ultrassom na mama (evidentemente com muito medo de ser algo grave), e a mastologista me informou que se tratava de produção de leite.

 Até então a única coisa boa que tinha acontecido desde o parto da Bella foi à chegada dela, pois até então só tinha coisas ruins acontecendo. Com passar do tempo e muita oração a mama direita melhorou e as dores do peito esquerdo começaram. Desta vez era queimação ao extremo para amamentar. Batia a cabeça na cabeceira da cama de tanta dor que eu sentia, mas era um sonho amamentar e eu não queria ter que dar fórmula para minha filha.

Fui parar no Odete Valadares por que um dos ductos estava entupido. Das duas vezes em que eu fui a esta maternidade resolvi o problema apenas no dia, pois no outro o ducto entupia novamente e Bella não conseguia sugar o suficiente para desentupir.

Procurei a pediatra e pedi uma lista de fórmulas para Bella e da mesma forma fiz contato com a minha obstetra e pedi um remédio para secar meu leite. Essas profissionais foram tão carinhosas que me falaram que o fato de eu não querer amamentar mais não me faria menos mãe, e que amamentar tem que ser algo saudável e prazeroso.  Mediante essas palavras resolvi tentar mais uma vez, mas já estava disposta a suspender a amamentação caso a dor persistisse.
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Suportei por mais 10 dias até que o peito parou de entupir. Graças a Deus! Tudo isso no puerpério. Então daí vocês podem imaginar como minha cabeça estava. É muito importante que a mulher tenha uma rede de apoio, por que a experiência de outras mulheres fortalece quem está passando pela fase difícil que é o puerpério.
E ainda sim muita gente insiste em dizer que é frescura - como eu ouvi de visitas dentro da minha casa, do meu espaço que tudo que eu estava dizendo era frescura. E o que eu fiz? Nada! Ouvi igual uma pastel tamanha falta de respeito.

A gota d'água foi quando eu fui tomar banho pela manhã minha filha estava dormindo e eu chamei o meu marido chorando e falei com ele que eu não queria receber mais ninguém na minha casa.   Tudo isso por que na noite anterior minha filha tinha chorado demais e eu não tinha tido a maldade de dar um banho nela após a saída das visitas. Eu chorava porque era muita crueldade eu deixar as pessoas carregarem ela e no final ela sentir incômodo no corpinho. Com isso veio o choque de realidade do Alisson. Ele me disse que quando estávamos orando em favor da minha gravidez essas mesmas pessoas intercederam por nós, e que afastá-las não seria a melhor decisão. Mesmo por que essas pessoas vieram uma única vez à nossa casa.

Estudando sobre minha situação, quando enfim voltei à “realidade” (com 30 dias pós-parto), percebi que estava sofrendo com Baby Blues, uma tristeza profunda, seguida de sentimento de impotência, insegurança, que acomete às mães no pós-parto.

Mas além dele existe a depressão pós-parto que é um tipo de transtorno mental que faz com que a mãe involuntariamente rejeite cuidar do seu filho. Neste caso é necessário além do suporte familiar, acompanhamento de profissionais, a fim de ajudar a mãe a resgatar todo o amor que ela tinha pré-parto.  Apesar de muito comum entre as mulheres a depressão pós-parto ainda é muito tabu entre as famílias.

E por último e não menos importante, a psicose pós-parto, um transtorno que atinge uma a cada 500 mães. Este quadro faz com que a mãe tenha alucinações e estado de confusão. A mãe sente raiva da criança, ouve vozes e outros sintomas que se agravam por falta de assistência.


Aonde quero chegar? Não são todas as mulheres que passam por isso, mas se você sente algum destes sintomas, não hesite em procurar ajuda. Tenha uma rede de apoio... participe de grupos de mães, converse com amigas que passaram pela experiência da maternidade e por fim, se apegue à Deus, por que somente ele para nos ajudar a suportar esta fase. 

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Hoje foi a vez da Bella tomar a vacina de quatro meses de vida. O bebê chorar é natural. Agora pense em uma mãe que chorou ao extremo, sem esboçar nem um “a” sequer. Esta mãe sou eu.  Não esbocei minha dor  por que eu precisava passar segurança para minha filha. Me julguem! Não consegui conter as minhas lágrimas ao ver a dor que minha filha esboçava em ter que tomar quatro vacinas sendo: três agulhadas e uma por via oral.  Tenho plena consciência que foram picadas de amor, apesar de uma delas ser extremamente dolorida. Ela precisa tomar todas as vacinas em dia para que  tenha uma vida saudável que  é um direito que lhe assiste.


Pra saber estou falando da: Vacina VIP: 2ª dose da vacina contra a paralisia infantil; Vacina Pentavalente: 2ª dose com VIP da vacina contra a difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas por Haemophilus influenza e tipo B; Vacina VORH: 2ª dose contra a gastroenterite; Vacina Pneumocócica 10V: 2ª dose contra doença invasiva pneumocócica, meningite, pneumonia e otite.

Desde os anos 70, a vacina é um direito garantido à criança por meio do ECA – Estatuto Da Criança e do Adolescente. E acreditem se quiser: ainda assim existem mães e pais que optam pelo direito de NÃO vacinarem suas crianças. Como isso é possível, gente? Será que eles não conseguem entender que a dor da agulha dói infinitamente menos que a dor da sequela?

Isso é muito mais grave do que vocês possam imaginar. Especialistas afirmam que devido ao fato de  algumas doenças terem sido erradicadas, isso acaba dificultando o entendimento dos responsáveis pelas crianças. Um exemplo para traduzir: Se o sarampo ficou muitos anos sem se manifestar, os pais entendem que em caso de campanhas, não há necessidade de vacinar as crianças, por crerem que não seriam alvos da doença já que há anos a doença estava “sumida”.

Mesmo passível de prisão dos responsáveis pela omissão, de acordo com o Ministério Da Saúde, 2017 foi o ano em que teve o maior índice de queda de taxa de imunização nos últimos 12 anos. Por conta disso, algumas campanhas foram divulgadas a fim de estimular os pais sobre a importância de vacinar seus filhos, pois a dor da sequela é irreversível. Assista:


Gente, Fake News pode matar! Não permita que religião, medo das reações da vacina ou qualquer outra coisa que possa prejudicar seu filho no futuro, te impeça de cumprir o seu dever de pai ou responsável. Lembre-se, a dor da agulha dói muito menos que a dor da sequela.

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Sim! Chegou a minha vez!  Após anos usando química no cabelo, resolvi me dar o direito de conhecer a minha estrutura capilar. E posso afirmar que foi mais que um simples corte de cabelo. Ao contrário, foi um reencontro com marcas do passado que me fizeram chorar .


Antes de tudo quero deixar claro que este texto é apenas um relato pessoal. Na contramão de muitos pensamentos que considero radicais, se você, assim como eu fez ou ainda faz uso de química nos cabelos, isso não vai fazer de você uma pessoa menos negra. Cada um deve levar a vida forma que quer.


VERGONHA DESDE A INFÂNCIA

Como a maioria das crianças negras da década de 80, era muito comum usarmos tranças, afinal, as empresas de cosméticos não investiam nos cabelos crespos, a não ser com produtos que tinham a missão de alisar os considerados cabelos duros. Sim, você não leu errado, nossos cabelos eram considerados duros. E infelizmente essa “cultura” está tão inserida na sociedade que ainda ouve-se esta expressão.  Eu mesma, há dois anos, pouco tempo antes de passar pelo famoso big chop (grande corte), falei que “meu cabelo era duro, logo não ficaria legal sem química”.

Mas voltando à infância, eu sempre fui uma menina muito alegre. Mas por trás daquela alegria havia uma tristeza que me corroía. Dizia para a minha mãe que eu não queria ser mais negra. Afinal de contas, já estava cansada de ser alvo de piadas de mau gosto por conta da cor da minha pele e, principalmente, por conta dos meus cabelos.  Já fui alvo de críticas até mesmo de uma professora que ameaçou cortar minhas tranças em sala de aula.  Neste caso ela se deu mal, por que quando minha mãe descobriu foi à escola com uma tesoura e disse à professora que se ela não cortasse o meu cabelo, o  dela (liso que batia na cintura), que seria cortado.

Para cessar a dor que me corrompia, minha mãe me dava pulseiras e brincos de ouro, mas nada disso faziam meus olhos brilharem.  Eu queria é deixar de ser alvo dos meus colegas. Foi aí que minha mãe me levou ao salão para alisar o meu cabelo. Pronto! Durante o período escolar meu cabelo já não estava mais duro. Agora com o cabelo alisado eu poderia molhar ele todos os dias assim como a maioria das meninas da minha sala fazia. Mero engano.  Com química a estrutura do cabelo muda e não se podia lavar os cabelos todos os dias por que isso o faria enfraquecer ainda mais. Logo a queda era certa. E foi assim que aconteceu comigo quando eu já estava no ginásio. Foi aí que veio o meu 1º big chop.  

Voltei a estaca zero. As humilhações voltaram a acontecer. Lembro-me de quando estava na 6ª série e Juliana, a loira de cabelos lisos que estudava na mesma escola que eu, fazia questão de quando me visse tentar passar o pente fino que ela usava facilmente em seus cabelos, nos meus, só para me constranger. Doía muito ser alvo de críticas.

Já na fase adulta, passei a usar mega hair. Não me conformava em ter meu cabelo duro. Afinal de contas, várias foram as vezes que chorei por ser FDP – FORA DO PADRÃO! Gente! Já fui alvo de piada de ex-namorado por causa do meu cabelo. Como assim? E o pior que eu gostava dele. É mole?

Em 2004, conheci meu esposo. Inclusive hoje completamos 14 anos de relacionamento, sendo cinco de casados. Alisson tinha um posicionamento muito diferente do meu. Ele tinha orgulho de ser negro. Conhecia a nossa cultura de cabo a rabo. E nunca, em tempo algum, me criticou se eu estivesse com o meu cabelo alisado ou com mega hair.  Para o nosso casamento fiz meu maior investimento: paguei R$2.000,00 em um cabelo cacheado 100% brasileiro (aquele que nunca passou por química). Não me arrependo! Eu estava linda!

A GRANDE MUDANÇA

Já com três anos de casada, conheci as meninas do Clube De Blogueiras Negras de BH. Lá pude conhecer de perto mulheres negras, com diferentes tipos de textura capilar. Aprendi muito com elas. Na verdade elas vieram para agregar aquilo que o Alisson já estava fazendo. Principalmente por me fazer ver que não seria o meu cabelo que me faria mais ou menos negra.

Em maio de 2016 estava desempregada e logo não teria mais como pagar para relaxar (sim, com o passar do tempo a nomenclatura mudou), o meu cabelo. Resolvi fazer o teste da trança. Gostei! Mas ainda não era o que eu queria.  Passei a sonhar com uma gravidez em que eu estivesse com o cabelo totalmente Black Power. Foi quando falei com Alisson: “- vou tirar as tranças e você pode cortar tudo. Não quer mais nada liso”. Chorei... lembrei-me de toda a minha infância...  adolescência... da Juliana... de tudo e todos. Mas ele, o meu marido dizia que eu estava linda. E era nele que eu preferi acreditar.

Um ano e meio depois, 19 de novembro de 2017, descubro que estou grávida. Lembrei-me do meu sonho, de estar grávida com o cabelo grande. Porém para cima! E assim foi. Hoje com a minha bebê nos braços, celebro um ano da descoberta da gravidez, 14 anos de relacionamento e a felicidade de me livrar de um passado que só me fez mal.

Se um dia eu quiser alisar, relaxar, cortar ou trançar o meu cabelo, isso não me fará menos negra que as demais mulheres. Eu tenho que me sentir bem. Cheguei a escová-lo, para ver o que sentia, mas confesso que senti falta do volumão. E não pense você que cabelo black fede ou é mais fácil de tratar. Não mesmo! Nós somos asseados e as marcas já perceberam que não investir no nosso tipo de cabelo é ficar fora do mercado.

Hoje quero que minha filha quando crescer conheça o próprio valor e enquanto puder ela vai usar cabelo natural. E se um dia quiser usar química não a impedirei. O importante é que ela tenha consciência, por meio dos meus ensinamentos que não existe cabelo duro.


Ah! E sobre minha mãe me dar brincos de ouro quando eu chorava não querendo ser negra, não a julgo. Mesmo por que a cultura do cabelo duro se deu por conta da pressão da sociedade que até hoje dos julgam FDP.


  E depois de um ano sem publicar nada aqui no blog, é hora de voltar. E para comemorar hoje celebro um ano que descobri que estava grávida. Se você é tentante ou infértil, sabe como é viver  estes fantasmas. Hoje eu te convido a conhecer a minha história na luta contra a infertilidade.
Foto: Sorriso Filmes

Desde muito novinha, não me recordo do dia em que menstruei e não senti cólicas. Mas não estou falando de um simples incômodo não. Ao contrário! Falo de dores absurdas que me faziam faltar à escola e com o passar dos anos faculdade e trabalho. Até que já adulta o diagnóstico: ENDOMETRIOSE SEVERA. Impreterivelmente deveria passar por um procedimento cirúrgico, afinal, a doença já havia alcançado a alça intestinal. Logo seriam duas cirurgias em uma: com ginecologista e com proctologista.

Os procedimentos aconteceram em dezembro de 2012 quando faltavam seis meses para o meu casamento. Eu não imaginava que ali começaria o meu pesadelo. Após 10h de cirurgia, paro de andar por conta de um erro médico da ginecologista. Mas isso eu te conto com calma em outro post. Prometo.

Bom, depois que passei pela cirurgia a médica me informou que eu estava muito mais grave do que o ultrassom mostrava. Dentro de mim foram realizados os seguintes procedimentos: miomectomia; colpectomia; liberação de aderências; salpingoplastia e colpectomia segmentar para tratamento de endometriose. Para a médica, seria muito mais fácil a retirada do meu útero. Mas além do meu pedido pra não ser esta a prioridade da cirurgia, eu pedia muito a Deus para realizar o meu sonho de gerar uma criança.

Mesmo após o procedimento, minha ginecologista me informou que se eu quisesse engravidar eu deveria enfrentar a fila do HC – Hospital Das Clínicas – para ter 40% de chance de engravidar. E caso desse errado essa porcentagem só cairia. Pois bem... uma das etapas indispensáveis do tratamento da endometriose é o uso do medicamento Zoladex. Que se você não for encaminhado para a Secretaria De Saúde, para pegar gratuitamente, você o encontra com preços que variam de R$500 a R$1.500,00.

Segundo a minha médica, como eu iria me casar em junho de 2013, ela esperaria eu voltar da minha lua de mel, a fim de não “me atrapalhar” por conta dos efeitos colaterais que ele causaria. E assim foi. Passaram-se sete meses, até que voltei ao consultório. E qual a minha surpresa? Ela disse que eu não tomaria mais porquê já se haviam passados muito tempo. Ou seja, ela se esqueceu do que havia me dito e quem sobrou fui eu. Mais um erro da parte dela. Paciência! Deus era a minha justiça.

 NÃO ME INSCREVI NA FILA do HC.  Eu tinha muito vivo em mim que eu engravidaria e por métodos naturais mesmo sem saber quando. Encontrei a Dra. Thelma Figueiredo, que me fez ter novas esperanças. Antes de me sentenciar a infertilidade, fez o que médica anterior deveria ter feito: um rastreamento. Fui encaminhada para a clínica Martins Godoy para fazer   histerosalpingografia - um exame  com duração de 15 min, aproximadamente, que é feito mediante a injeção de um contraste no útero, que permite ao médico obter imagens do útero e das trompas por meio de um equipamento especial de raio-x, chamado fluoroscopia.

Arquivo pessoal
Neste exame foi constatado que uma das minhas trompas estava obstruída, mas  que eu  precisaria de apenas  de uma para engravidar. E não achem que eu engravidei imediatamente. Ao contrário, três anos se passaram e, após 1.581 dias de oração, e muita oração (pedíamos a Deus desde o início do casamento), o meu positivo saiu. Porque tudo que eu podia fazer eu já estava fazendo. Não tinha dinheiro para pagar tratamento e dependia única e exclusivamente do milagre de  Deus.

Sonhar a gente sonha. Mas entre o sonho e a concretização dele, existe um percurso a se fazer. 14 anos se passaram desde o namoro.  E juntos sonhávamos feito crianças o nosso futuro. Jamais imaginaríamos que o caminho seria tão árduo. Doeu muito... mas valeu a pena!


Arquivo Pessoal

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Hoje 365 dias após a descoberta do meu positivo, carrego minha princesa Bella nos braços. Linda, saudável e feliz. E como foi conosco assim será com você mamãe e papai que já geraram no o desejo de aumentar a família. A medicina está aqui para nos ajudar e Deus para realizar os sonhos. Nenhum dos dois podem ser descartados. A diferença é que a medicina é limitada. E aí? Preferem acreditar 100% em quem?
Ah! Eu voltei a andar, mas sobre isso eu conto para vocês depois. 

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Grande beijo.