Adoção Pet Faz Bem Pra Vida!

Não é mais novidade para ninguém que no Brasil, existem milhões de animais que vivem em situações de abandono. Basta sairmos de casa para comprovarmos isso. E as desculpas são as mais adversas: Esse cachorro late demais; é muito bagunceiro; não faz xixi no local certo; vou mudar de residência; meus filhos têm alergia a pelos, não tenho mais tempo, esse gato sobe até na minha mesa...


Arquivo pessoal
O post de hoje é para estimular você que gosta de cães e gatos, a se dar uma oportunidade de vivenciar a experiência da adoção e, também, permitir que os pets que vivem em abrigos, ou até mesmo nas ruas, ofereçam o que tem de melhor: amor, gratidão e lealdade.

É importante que as pessoas entendam que os animais crescem, passam pela fase da infância, se tornam um membro da família e, algumas vezes vão precisar de tratamento médico e, principalmente envelhecem. Mas ao contrário de muitos humanos, jamais nos abandonam. 

Tutora de 22 animais para adoção e há mais de 11 anos lutando pelo direito dos animais, Val Consolação (como é conhecida por ONG’s e adotantes de pets), atua na luta por políticas públicas em defesa dos animais, e tem participado de diversas audiências na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Voluntária da Associação Cão Viver e Presidente da APAC/MG - Associação Protetora dos Animais em Minas Gerais, Val ficou conhecida na capital mineira pelos diversos resgates de animais abandonados e apoio de outros protetores. 


Foto Elisa Barros
Em entrevista ao Blog EuExPlusSize, a protetora e também bacharel em direito que participou das duas últimas edições do Fórum Nacional de Defesa Animal e também faz parte da Comissão de Ética do Uso de Animais em Pesquisa (CEUA) da Fundação Ezequiel Dias, esclarece algumas dúvidas de quem tem interesse em adotar.

EuExPlusSize: Atualmente qual é a estimativa de pets abandonados no Brasil e/ou em Minas Gerais? 
Val Consolação: Aproximadamente 50 mil só em Minas Gerais.
EuExPlusSize: Podemos dizer que os números de adoção melhoraram nos últimos anos?
Val Consolação: Tenho visto uma melhora na questão da adoção de animais de rua e de abrigos, mas ainda temos uma árdua batalha para conscientizar as pessoas que a adoção é a forma mais ética de se adquirir um animal.
EEPS: Quais fatores devem ser levados em consideração na hora decisão de ter um pet em casa? 
VC: É importante lembrar que a adoção é um ato não só de amor, mas também de muita responsabilidade. Um pet é uma vida e não um brinquedo que pode ser descartado quando não mais o desejamos.  Considero que é impossível ser feliz sem animais em casa.
EEPS: Qual o seu ponto de vista a respeito da castração?
VC: Travo uma grande batalha pela castração, pois somente com ela em massa teremos um controle ético populacional de animais de rua e semi domiciliados.  E é fato que temos que dar acesso a castração para a população carente.
EEPS: O que falta ser feito para que as pessoas se conscientizem da importância do não abandono e da adoção Pet?
VC: Precisamos focar na educação. Hoje eu faço palestras em escolas para conscientizar as pessoas sobre a importância da castração e adoção, com foco no bem-estar animal e meio ambiente. Lutamos uma luta linda e digna, espero que um dia eu possa olhar para trás e ver que tudo isso valeu a pena.  

ADOTAR É TUDO DE BOM!

Hoje eu e meu esposo somos tutores de sete cães. Sim eu disse sete! Sendo três deles regate: Tereza (vira-lata), Rafinha (vira-lata), e a Mel (Poodle). Cada um deles carregam uma história de dor e sofrimento.  A Mel foi abandonada no bairro Jardim Laguna, em uma situação de calamidade, Tereza foi atropelada por um caminhão e o Rafinha foi espancado a pauladas próximo ao trabalho de meu esposo. Os demais foram ganhados e também gerados pela mel.
Tereza - arquivo pessoal

Rafinha - arquivo pessoal

Mel - arquivo pessoal

E uma coisa eu falo com propriedade: pets adotados têm algo muito em comum: são eternamente amorosos e gratos aos seus tutores.

EXEMPLOS DE ADOÇÃO
Quando eles nos escolhem...

“Cresci com cães ao meu redor, meu pai e minha mãe sempre foram verdadeiros adoradores de animais. Minha casa sempre foi cheia deles, em sua grande maioria vira latas. Hoje tenho 4 cães adotados, que ficam na casa da minha mãe, alguns que chegaram até mim em estado deplorável, fora os resgatados e encaminhados para novas famílias. No meu apê, por exemplo, até a semana passada dividíamos o espaço apenas com a Malu, mas tudo mudou durante nossa última viagem de férias.

 Fomos passar uns dias em um sítio e fomos literalmente adotados por um pequeno que apareceu por lá. Era o Felipe. Claro nos apaixonamos e agora ele também faz parte da nossa família. Tenho sorte de ter um marido que compartilha desse amor pelos animais e aguenta minhas loucuras. ”

(Izabella Ruchido – jornalista e protetora)

Arquivo pessoal

Quando os escolhemos e somos escolhidos...

A nossa história com nossos bebês peludos começou com a perda da minha Lua, uma cadela sem raça definida, mestiça de Cocker com Poodle, que viveu 12 anos ao meu lado e morreu 20 dias após meu casamento. Sem ela, eu e meu marido, Leandro, decidimos que iriamos adotar outro cão. A adoção sempre foi nossa primeira opção, nem pensamos em comprar.
Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal
Quando decidimos adotar, fui escolhida pelo Elvis. Já o Raul, seu irmão, foi escolhido por meu esposo. E em seguida veio a Nazaré, escolhida pela minha mãe. Mesmo morando em um apartamento de dois quartos, topei o desafio. Hoje, tenho uma filha de 2 anos e meio, a Lola, e ela convive desde que chegou da maternidade com os três. Eles se amam e é lindo ver isso. Estudos, muitos deles, comprovam os benefícios que um cão traz a uma criança. Esses vão desde o fortalecimento da imunidade até à colaboração no desenvolvimento sentimental e cognitivo dos pequenos.

As pessoas precisam entender que um cachorro vive em média 12 anos. Chega filhote (na maioria das vezes) e mesmo tão fofinho, destrói metade dos móveis, suja a casa e chora de solidão. Depois ele cresce e alguns ficam mais preguiçosos e não querem tantas brincadeiras. Eles então envelhecem e precisam de cuidado redobrado. Podem ficar cegos, surdos, com problemas de locomoção. Os gastos com veterinário são altos. Alimentação e controle de pulgas e carrapatos também são caros. Para viajar, tem que planejar onde irão ficar. Eles precisam de atenção diária, passeios, brincadeiras, carinho e conforto.

(Letícia Murta – Jornalista e blogueira @leticia_eucurtosermae)


Quando a adoção vem junto de boas lembranças e gratidão

Conheci a Mel e sua história em janeiro de 2015. Me foi proposto a adoção, devido a perda da minha Dara, uma poodle que tive e viveu por 17 anos. Pensei que seria difícil por morar sozinha porque ela precisava de cuidados. Aceitei adotar! Quando nos olhamos pela primeira vez, meus olhos encheram de lágrimas. Pensei na Dara.
Recebi apoio de todos, exceto do meu pai. Com medo de sofrer de novo ele se recusava a olhar para Mel e até conversar comigo por um tempo.  Mas o dia que ele viu a Mel, foi paixão a primeira vista. Viajamos e passeamos muito. Hoje estamos morando na França! Devido as informações a respeito das burocracias da mudança de país com meu pet não serem suficientes, fiz tudo sozinha. Corri atrás de todas as informações e cá estamos, lindas, com saúde e felizes.

(Bárbara Lara – bióloga)

Arquivo pessoal
Quando a adoção vem com as garras do amor


O amor por gatos me acompanha desde a infância. Depois que eu casei, resgatei um gatinho que estava todo queimado. O Zé Bel. Na época morava de aluguel. Assim que fui para minha casa própria, senti a necessidade de arranjar uma companhia para ele, pois eu saia para trabalhar e percebia que ele ficava muito triste. Foi aí que veio a Tchutchu.  Infelizmente com o tempo ela sumiu. Acredito que um antigo vizinho sumiu com ela, pois não gostava de felinos.
Arquivo Pessoal
Depois deste episódio, um amigo me pediu para eu resgatar uma gatinha que sofria maus tratos. E como eu estava chateada pelo sumiço da Tchuchu, eu e meu esposo decidimos adotar. Já havíamos programado a castração dela, mas foi tarde demais, Lucy, como a chamávamos, ficou prenha e nos presenteou com cinco filhotes: Zé Milho, Zé Binho, Lindinha, Surah e Apolo (que foi adotado por um amigo). 

Hoje, Lucy não está mais conosco, somos seis, porque chegou o Zulu, um gato lindo que minha vizinha adotou, mas que não sai da minha casa.  Ter gato é maravilhoso. Eu posso estar muito chateada, mas quando encontro com eles, minha alegria retorna.

(Walquíria Justino – Tosadora)

Deseja Adotar um  pet?

Se após a leitura deste post você decidiu que é o momento de adotar, entre em contato com as ONG’s abaixo e saiba quais são os procedimentos que devem ser tomados para adoção. São as seguintes:

*** Associação Cão Viver (Contagem)http://www.caoviver.com.br/  (31) 3397-8560 | FEIRA DE ADOÇÃO PERMANENTE: 3ª, 5ª e 6ª, das 14h às 16h • Aos sábados, das 13h às 16h;

*** Rockbicho.org Associação de Proteção Animal (ex-SOS Bichos): http://rockbicho.org/;

  *** Associação Bichos Gerais (ABG) : https://www.bichosgerais.org : Organização Não Governamental fundada em 28 de março de 2001.WhatsApp 989795784. Unidade Pitangui, 3556, Horto 30862415. Patriarca, 867. Ipiranga 34811968.


Grande beijo!

0 comentários:

Postar um comentário