Transição Capilar: modismo?

Olá, pessoal!

Mais um dia de post no blog, só que desta vez eu vim falar sobre a minha transição capilar como prometido no último post. Então vamos lá! 

Quando decidimos passar pela transição capilar a PRIMEIRA coisa que descobrimos é que NÃO conhecemos o nosso cabelo in natura. Acreditem! Falo isso com propriedade de causa.


Arquivo Pessoal

 Desde criança frequentava salão de beleza.  Na minha época era muito comum as mães levarem suas filhas para relaxarem o cabelo. Na verdade, isso ainda acontece nos dias de hoje. É muito comum crianças enfrentarem os bancos dos cabeleireiros, a fim de usarem químicas capilares mais fracas.

O objetivo deste post não é criticar mães que tomam esta postura. Mas sim relatar a minha experiência. Mesmo porque, muitas utilizam a química para “facilitar” o pentear dos cabelos, livrar os filhos de atos racistas ou, até mesmo, por gostarem de cabelos alisados. Prossigamos!

Como disse, a primeira coisa que descobrimos é que não conhecemos o nosso cabelo. E assim foi comigo. Desde os oito anos fazia uso de relaxamento capilar. E em maio do ano passado resolvi fazer uso de tranças.  Na verdade, voltei a usar, afinal, minha avó era trancista e eu e minhas primas éramos modelos de seu trabalhos.
Arquivo Pessoal
Neste meio tempo comecei o processo de 0% de química no meu cabelo. Foi uma decisão muito difícil, confesso, pois muito mais que modismo, é um grito de liberdade.  Liberdade para ser quem eu sou, sem necessariamente se preocupar com o que os outros vão pensar, liberdade para responder à altura que meu cabelo não é ruim e que péssimo é o preconceito das pessoas, liberdade para dizer que não vai ser a opinião alheia que vai me diminuir por conta da minha escolha, e por fim, liberdade para dizer que sou linda sim! Com meu cabelo crespo, alto, black power (ainda vai subir mais kk...), cacheado, careca, ou até mesmo, alisado.


Após muita conversa com algumas amigas (que passaram pelo mesmo processo), e meu esposo, comecei o meu Big Chop, que significa grande corte.

TRISTE LEMBRANÇA DA INFÂNCIA

No dia 27 de dezembro de 2016, resolvi que era o momento de dar início ao meu Big Chop. A cada mecha do meu cabelo que eu tirava, um filme ia passando na minha cabeça. Senti vontade de chorar? Sim, mas resisti! 

Por cada apelido que já ganhei na minha infância e adolescência por ter o cabelo crespo me fez pensar duas vezes se era isso mesmo que eu queria. Lembrei-me da Juliana, uma aluna de cabelos lisos da mesma escola que eu estudava que me aguardava todos os dias na escada que dava acesso às salas de aula, a fim de tentar mostrar aos amigos que o pente fino que ela utilizava para pentear o próprio cabelo, não entrava nos meus.

Quantas foram as vezes em que relaxei o cabelo pensando nessa garota. “Hoje a Juliana pode fazer o que for no meu cabelo, porque meu cabelo está liso! ”. Triste lembrança.

DESCOBRINDO MINHA TEXTURA CAPILAR

Tranças retiradas, hora de conhecer minha textura capilar.  Ressecamento total!!! Socorro! O que passar neste cabelo que há mais de 20 anos não respirava em sua versão natural? Hora de aprender o que meu cabelo gostava, o que ele detestava, tratamentos que dão resultados e qual o tipo do meu cabelo. E descobri que o meu é Crespo tipo 4 (em breve falarei mais sobre isso).


Arquivo Pessoal
PÓS BIG CHOP

Quando fui lavar meu cabelo, ele parecia um camelo no deserto. A cada creme que eu usava meu cabelo sugava tudo.  Sua textura áspera me deixou intrigada. Afinal, há mais de 20 anos ele não respirava novos ares. Foi aí que eu aprendi sobre a umectação. Feito 

à base de óleo de coco ou azeite de oliva extra virgem. Eu usei o de coco, e de fato deu um resultado imediato no meu cabelo. Mas isso é conteúdo para um próximo post. Aguardem!

Grande Beijo!

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